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Nordeste Retorno à atmosfera

Telescópio da NASA deve retornar à Terra nesta quarta-feira; Nordeste está na faixa de possível passagem de destroços

O retorno à atmosfera terrestre de um telescópio espacial da NASA chama a atenção de pesquisadores e autoridades em diferentes partes do mundo

04/11/2026 07h45
Por: Redação Natal em Foco Fonte: Natal em Foco
Observatório espacial Swift - reprodução
Observatório espacial Swift - reprodução

Observatório espacial Swift, que operou por quase 22 anos, tem previsão de reentrada na atmosfera nesta quarta-feira (4); agência estima risco extremamente baixo de ferimentos em pessoas

O retorno à atmosfera terrestre de um telescópio espacial da NASA chama a atenção de pesquisadores e autoridades em diferentes partes do mundo.

Natal/RN - O observatório Neil Gehrels Swift, que permaneceu quase 22 anos em órbita, tem previsão de reentrada na atmosfera nesta quarta-feira (4). A faixa orbital que pode receber eventuais fragmentos inclui regiões do Norte e do Nordeste do Brasil.

Apesar da possibilidade de passagem sobre o território brasileiro, não existe previsão de que os destroços atinjam especificamente o Nordeste ou qualquer cidade do país. A NASA considera extremamente improvável que alguma pessoa seja atingida pelo material que eventualmente consiga resistir à passagem pela atmosfera.

Segundo a agência espacial norte-americana, a previsão divulgada em 2 de novembro apontava a reentrada para aproximadamente 3h30 da manhã, pelo horário da costa leste dos Estados Unidos, com margem de incerteza de 11 horas. As estimativas podem mudar conforme o equipamento perde altitude e novas informações são analisadas.

O equipamento pesa aproximadamente 1,5 tonelada e não possui capacidade de propulsão para controlar sua descida. Por isso, não é possível determinar antecipadamente o ponto exato onde ocorrerá a reentrada nem onde eventuais fragmentos poderão atingir a superfície.

Possibilidade de destroços no Nordeste

A trajetória orbital do Swift apresenta uma inclinação de aproximadamente 20,6 graus em relação à Linha do Equador. Essa característica coloca parte do território brasileiro dentro da faixa geográfica em que uma eventual queda de fragmentos é possível.

Além do Brasil, a região de possível reentrada abrange áreas da América Central, América do Sul, África e Ásia. Entretanto, isso não significa que todas essas localidades estejam ameaçadas ou que exista uma rota definida para a queda.

A maior parte da estrutura do observatório deverá ser destruída pelo intenso calor provocado pelo atrito com a atmosfera terrestre. Alguns componentes mais resistentes, porém, poderão sobreviver e chegar à superfície.

De acordo com a NASA, a probabilidade estimada de alguém ser atingido pelo material é de aproximadamente uma em 2.100. A agência ressalta que o risco de ferimentos é considerado improvável.

Missão de resgate não conseguiu salvar o telescópio

O fim da missão do Swift ocorre depois de uma tentativa de resgate que não teve sucesso. A NASA trabalhou com a empresa Katalyst Space Technologies em uma operação para elevar o equipamento a uma órbita mais alta e prolongar sua vida útil.

A missão, entretanto, foi interrompida após problemas de controle e posicionamento da nave responsável pela operação. Sem a possibilidade de recuperar sua altitude, o observatório continuou perdendo altura até não conseguir mais manter suas atividades científicas.

A última observação científica do Swift ocorreu em 20 de outubro, quando o equipamento estava a aproximadamente 275 quilômetros da superfície terrestre. O aumento do arrasto atmosférico, associado à atividade solar, acelerou a perda de altitude.

Quase 22 anos de descobertas científicas

Lançado em novembro de 2004, o observatório foi desenvolvido para uma missão inicial de apenas dois anos. Entretanto, permaneceu em funcionamento por quase duas décadas além do período originalmente planejado.

Durante sua trajetória, o Swift ajudou cientistas a investigar mais de duas mil explosões de raios gama, além de supernovas, buracos negros, asteroides e cometas.

O equipamento se tornou uma importante ferramenta para a astronomia mundial, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre alguns dos fenômenos mais extremos do Universo.

A NASA e a Força Espacial dos Estados Unidos acompanham a descida do observatório e atualizam as estimativas sobre sua reentrada.

Fonte: NASA, Reuters e CNN Brasil.

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