Natal/ RN - quarta-feira, 24 de abril de 2024
(84) 99128-5300

Avanço do mar destrói casas e ameaça praias paradisíacas de Icapuí no Ceará

Publicado em: 10/02/2024 - 7h50
Avanço do mar destrói casas e ameaça praias paradisíacas de Icapuí no Ceará

Das 14 praias de Icapuí, pelo menos 6 possuem estágios avançados de erosão, trazendo prejuízos como casas danificadas, pescadores impedidos de zarpar, pousadas fechadas e hospedagens canceladas. Moradores e poder público buscam realizar obras de emergência para conter o avanço do mar.

Águas cristalinas, mar calmo, dunas e falésias. O município de Icapuí, no Ceará, mantém um litoral mais calmo e menos concorrido, diferente das badaladas praias de Canoa Quebrada e de Jericoacoara, o que o torna um dos destinos litorâneos mais paradisíacos do estado, com praias bonitas e tranquilas. O problema, porém, é que por conta da erosão litorânea, este cenário de calmaria pode acabar.

Desde a década passada, o município cearense, localizado na divisa com o Rio Grande do Norte, tem registrado episódios cada vez mais frequentes e mais fortes de destruição causada pela força do mar. Das 14 praias de Icapuí, pelo menos 6 possuem estágios avançados de erosão que obrigaram moradores e poder público a realizar obras de emergência para conter o avanço do mar.

A lista de prejuízos é extensa. Há casas danificadas, pescadores impedidos de zarpar, pousadas fechadas e hospedagens canceladas. Dezenas de famílias foram obrigadas a se mudar, e até mesmo uma escola precisou ser demolida após o mar avançar sobre o prédio.

No último dia 10 de janeiro, uma forte ressaca do mar na Praia da Peroba destruiu passarelas de madeira, cercas de contenção, arrastou sacos de areia, destruiu parte das dunas sobre as quais estão erguidos casas e hotéis e deixou descobertos os alicerces de construções, agora ainda mais expostos às intempéries do mar.

“Realmente a gente teve um prejuízo muito grande com o avanço dessa última maré. Ela quebrou todas as contenções na frente e passou pra pegar parte da casa”, conta Israel Santos, presidente da Associação de Moradores da Praia da Peroba (AMP).

“Tem pessoas na minha família com a casa quase caindo. Um primo meu tem uma pequena serraria, não tá chegando material porque não pode [atravessar]”, conta o pescador Francisco Pereira, que assim como vários companheiros de profissão, vive da pesca da lagosta.
Com o mar revolto avançando sobre o continente, Francisco Pereira precisou alterar o ponto de partida do seu barco para conseguir se lançar às águas em busca do sustento. Agora, em vez de sair da Praia da Peroba, onde vive, ele se desloca a uma comunidade vizinha, onde vive sua irmã, e de lá vai ao mar.

Muitas vezes, a água da maré chega a invadir pistas e impede a circulação de moradores e turistas. A situação o faz temer pela irmã. “Ela já é uma mulher de 60 e poucos anos. Vai que fica doente em um momento de maré alta, como é que vai levar pro hospital?”, questiona.

Para lidar com o cenário, em algumas regiões, moradores se uniram para construir muros feitos de sacos de areia e estacas de madeira. A prefeitura do município, por sua vez, afirma já ter investido mais de R$ 25 milhões de reais em obras de contenção da maré.

Das 14 praias de Icapuí, pelo menos 6 possuem estágios avançados de erosão, trazendo prejuízos como casas danificadas, pescadores impedidos de zarpar, pousadas fechadas e hospedagens canceladas. Moradores e poder público buscam realizar obras de emergência para conter o avanço do mar.

Águas cristalinas, mar calmo, dunas e falésias. O município de Icapuí, no Ceará, mantém um litoral mais calmo e menos concorrido, diferente das badaladas praias de Canoa Quebrada e de Jericoacoara, o que o torna um dos destinos litorâneos mais paradisíacos do estado, com praias bonitas e tranquilas. O problema, porém, é que por conta da erosão litorânea, este cenário de calmaria pode acabar.

Desde a década passada, o município cearense, localizado na divisa com o Rio Grande do Norte, tem registrado episódios cada vez mais frequentes e mais fortes de destruição causada pela força do mar. Das 14 praias de Icapuí, pelo menos 6 possuem estágios avançados de erosão que obrigaram moradores e poder público a realizar obras de emergência para conter o avanço do mar.

A lista de prejuízos é extensa. Há casas danificadas, pescadores impedidos de zarpar, pousadas fechadas e hospedagens canceladas. Dezenas de famílias foram obrigadas a se mudar, e até mesmo uma escola precisou ser demolida após o mar avançar sobre o prédio.

No último dia 10 de janeiro, uma forte ressaca do mar na Praia da Peroba destruiu passarelas de madeira, cercas de contenção, arrastou sacos de areia, destruiu parte das dunas sobre as quais estão erguidos casas e hotéis e deixou descobertos os alicerces de construções, agora ainda mais expostos às intempéries do mar.

“Realmente a gente teve um prejuízo muito grande com o avanço dessa última maré. Ela quebrou todas as contenções na frente e passou pra pegar parte da casa”, conta Israel Santos, presidente da Associação de Moradores da Praia da Peroba (AMP).

“Tem pessoas na minha família com a casa quase caindo. Um primo meu tem uma pequena serraria, não tá chegando material porque não pode [atravessar]”, conta o pescador Francisco Pereira, que assim como vários companheiros de profissão, vive da pesca da lagosta.
Com o mar revolto avançando sobre o continente, Francisco Pereira precisou alterar o ponto de partida do seu barco para conseguir se lançar às águas em busca do sustento. Agora, em vez de sair da Praia da Peroba, onde vive, ele se desloca a uma comunidade vizinha, onde vive sua irmã, e de lá vai ao mar.

Muitas vezes, a água da maré chega a invadir pistas e impede a circulação de moradores e turistas. A situação o faz temer pela irmã. “Ela já é uma mulher de 60 e poucos anos. Vai que fica doente em um momento de maré alta, como é que vai levar pro hospital?”, questiona.

Para lidar com o cenário, em algumas regiões, moradores se uniram para construir muros feitos de sacos de areia e estacas de madeira. A prefeitura do município, por sua vez, afirma já ter investido mais de R$ 25 milhões de reais em obras de contenção da maré.

Em janeiro deste ano, a administração municipal anunciou uma nova obra milionária para a construção de espigões em uma das praias mais procuradas por turistas e mais afetadas pela erosão. A obra foi concebida após disputas na comunidade e intervenção judicial. Entenda a situação:

Prejuízos no paraíso

Icapuí é um dos 20 municípios cearenses que possuem litoral. A cidade tem 64 quilômetros de costa e é vizinha a Aracati, um dos destinos turísticos mais conhecidos do Ceará, onde fica a praia de Canoa Quebrada.

O mar calmo e cristalino de Icapuí, as praias sem fluxo intenso e a quantidade de visitantes exponencialmente menor que Jericoacoara e Canoa Quebrada fazem da cidade uma espécie de pérola escondida no litoral cearense.

Em 2022, por exemplo, a Praia de Picos, em Icapuí, foi escolhida pelo presidente Lula, então pré-candidato do PT à presidência, para descansar com sua companheira, Janja, durante passagem pelo Ceará. Os dois ficaram na casa que o ex-governador e agora ministro da Educação, Camilo Santana, mantém no local.

A cidade também é conhecida como uma das maiores produtoras de lagosta do estado – e o Ceará, por sua vez, é responsável por praticamente metade das exportações de lagosta do Brasil. O cenário bucólico e até mesmo a pesca da lagosta, no entanto, estão ameaçados pelo avanço do mar sobre as praias do município.

Das 14 praias de Icapuí, pelo menos seis têm registros de fortes processos erosivos: as praias de Barrinha, Barreiras de Cima, Barreiras da Sereia, Quitéria, Redonda e Peroba. Em algumas dessas, famílias tiveram que ser removidas de suas casas pelo avanço da água.

O coordenador municipal de Defesa Civil, Daniel Oliveira, apontou que somente na Praia da Peroba, uma das mais buscadas pelos turistas e uma das mais afetadas pela erosão, existem cerca de 20 imóveis ameaçados.

“Nós estamos em uma situação crítica. Chegamos a um ponto em que não queríamos ter chegado. 20 imóveis praticamente em situação de ser destruídos pela força da maré. A maré tá vindo de forma muito brusca. As pessoas estão com muito medo dos seus imóveis serem levados pela força da maré”, relata.

Assim como muitos outros moradores, o presidente da AMP, Israel Santos, tem na sua renda o aluguel de imóveis para turistas. Com a ressaca do mar, ele teve que cancelar os aluguéis.

“A gente com medo já mandou as pessoas que estavam hospedadas saírem da casa e tô cancelando todos os aluguéis que já tavam previstos até o final de janeiro e até o carnaval. Então é um prejuízo muito grande, um desespero muito grande, a gente tá muito preocupado com essa situação”, conta.

Por Leonardo Igor de Sousa, Kilvia Muniz, g1 CE

Foto: Gustavo Pellizon/SVM

Tags: , , ,

O que você achou? Siga @natalemfoco no Instagram para ver mais e deixar seu comentário clicando aqui

Cobertura do Natal em Foco Quer ficar por dentro sobre as principais notícias do Rio Grande do Norte, Brasil e do mundo? Siga o Natal em Foco nas Redes Sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, no TikTok e no YouTube. Acompanhe!

Comunicado da Redação – Natal em Foco
Site de notícias em Natal, aqui você encontra as últimas notícias da Capital e demais municípios do Rio Grande do Norte. Destaque para seção de empregos e estágios, utilidade pública, publicidade legal e ainda Turismo, Web Rádio, Saúde, política, entretenimento e esportes. Natal em Foco, Online desde 2023, anuncie conosco e tenha certeza de bons negócios.

Siga o Natal em Foco Nas Redes Sociais

Tags:, , ,


Desenvolvido por Argo Soluções

:::: PUBLICIDADE :::::

::: Anuncie Conosco - https://natalemfoco.com.br :::