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Ataque a hospital em Gaza deixa ao menos 500 mortos

Publicado em: 17/10/2023 - 6h26
Ataque a hospital em Gaza deixa ao menos 500 mortos

(ANSA) – Um bombardeio ao Al-Ahli Arabi Baptist Hospital, na cidade de Gaza, deixou ao menos 500 mortos segundo um porta-voz do Ministério da Saúde da região.

Inicialmente, porém, o órgão informou 200 mortes. Já a Defesa Civil palestina fala em 300.

Se o número de 500 mortes for confirmado, esse será o ataque aéreo mais mortal promovido por Israel do histórico do conflito com palestinos.

O porta-voz militar de Israel, porém, afirmou que “a Jihad Islâmica é responsável por um lançamento falho de um foguete que atingiu o hospital”. O grupo é aliado do Hamas.

Ele creditou a informação a “uma análise dos sistemas operacionais do Exército e informações de inteligência de diversas fontes”.

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, escreveu no Twitter: “O mundo precisa saber. Quem atingiu o hospital em Gaza foram terroristas bárbaros, não o Exército de Israel. Os que mataram brutalmente nossas crianças, também matam as próprias”.

Apesar da acusação de Israel, o porta-voz da Jihad Islâmica negou qualquer responsabilidade do grupo no bombardeio do hospital em Gaza.

O presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmoud Abbas, proclamou três dias de luto pelo “massacre do hospital” em Gaza.

Ele também cancelou o encontro que teria com Joe Biden na Jordânia nesta quarta-feira (18).

Reféns

Um dirigente do Hamas disse à NBC News que o grupo está disposto a libertar imediatamente todos os reféns civis, estrangeiros e israelenses, se Israel interromper os ataques aéreos a Gaza.

Ele especificou que os reféns podem ser soltos “dentro de uma hora” se Israel parar.

Segundo ele, no momento não há lugar seguro para libertar os reféns.

Em troca, porém, Israel teria que soltar todos os palestinos presos nos cárceres israelenses.

Comunidade internacional

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, declarou que o ataque israelense a um hospital de Gaza “não está em linha com o direito internacional”.

A presidente da Comissão Europeia (poder Executivo da UE), Ursula von der Leyen, não quis comentar, e disse aguardar confirmações.

O Egito condenou “com a máxima firmeza o bombardeio israelense” ao hospital “que provocou centenas de vítimas inocentes”.

Em nota do Ministério das Relações Exteriores, o Cairo considera que “o deliberado bombardeio de estruturas civis constitui uma grave violação das disposições do direito internacional e humanitário e dos valores mais basilares da humanidade, e convida Israel a encerrar imediatamente suas políticas de punição coletiva contra a população da Faixa de Gaza”.

O país também pede que Israel cesse os bombardeios à passagem de Rafah “para consentir ao Egito e outros países e organizações internacionais fornecer ajuda humanitária o mais rápido possível”.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, escreveu no Twitter: “Atingir um hospital com mulheres, crianças e civis inocentes é o último exemplo de ataques israelenses privados dos valores humanos mais basilares. Convido toda a humanidade a agir para parar essa brutalidade sem precedentes em Gaza”.

A Jordânia condenou “firmemente” o ataque e considerou Israel “responsável pelos perigosos desenvolvimentos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que o ataque “contradiz os princípios de humanidade e viola leis de guerra”.

A Rússia e os Emirados Árabes pediram uma reunião urgente e aberta do Conselho de Segurança da ONU para quarta-feira (18) de manhã, após o ataque ao hospital em Gaza. As informações foram dadas pelo embaixador russo nas Nações Unidas, Dmitry Polyanskiy.

Tensões

Os confrontos entre manifestantes e a polícia palestina se intensificaram em Ramallah e outras partes da Cisjordânia.

Na Jordânia, a embaixada de Israel em Amman foi atacada. Imagens mostram centenas de manifestantes protegendo o rosto após terem ateado fogo no exterior do edifício. A ´polícia usou gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para dispersar os presentes.

Ítalo-israelenses

Dois cidadãos ítalo-israelenses seguem desaparecidos desde o início do conflito. A morte de Evitar Moshe Kipnis, de 65 anos, foi confirmada nesta terça-feira.

A mulher dele, Liliach Le Havron, segue desaparecida.

As autoridades também procuram Nir Forti, que participava do festival de música eletrônica onde pelo menos 260 pessoas foram mortas, incluindo dois brasileiros.

FONTE: ANSA

FOTO: REPRODUÇÃO.

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