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Infestação de lagartas em Lagoa Nova é um desequilíbrio ambiental, diz Emater-RN

Publicado em: 09/02/2024 - 7h26
Infestação de lagartas em Lagoa Nova é um desequilíbrio ambiental, diz Emater-RN

Natal/RN – Agricultores do município de Lagoa Nova, região Seridó potiguar, se depararam esta semana com uma infestação de lagartas em roçados, que devastaram plantios inteiros de mandioca.

Conhecida como mandarová da mandioca, é considerada uma das pragas mais importantes desta cultura, pela ampla distribuição geográfica e alta capacidade de consumo foliar, causando severo desfolhamento.

Segundo os engenheiros agrônomos Adriana Américo de Souza e Sérgio Augusto Pinheiro, extensionistas da Emater-RN, o mandarová da mandioca pode ocorrer em qualquer época do ano, mas, em geral, ocorre no início da estação chuvosa ou da seca.

A coloração das lagartas é a mais variada possível, havendo exemplares de cor verde, castanho-escuro, amarela e preta, sendo mais frequentes as duas primeiras versões. A infestação trata-se de um desequilíbrio ambiental.

Para controle e prevenção, os agrônomos sugerem a prática da aração da área para novos plantios, que contribui para o enterrio profundo de algumas pupas (a fase entre larva e adulto),  enquanto outras ficam na superfície do solo expostas aos raios solares e aos inimigos naturais, fazendo dessa forma um controle mecânico. A eliminação das plantas invasoras, presentes nas áreas cultivadas, é outra prática recomendada.

No caso de ataques contínuos do mandarová em uma região, recomenda-se a rotação de culturas, já que ao desaparecer o hospedeiro mais prolífero, diminui a população da praga, além das inspeções periódicas nos cultivos, identificando os focos iniciais, contribuem no controle mais eficiente. Em áreas pequenas, recomenda-se a catação manual e destruição das lagartas.

CONTROLE BIOLÓGICO – Um agente biológico de grande eficiência no controle do mandarová é o Baculovírus erinnyis, um vírus que ataca as lagartas. O controle deve ser feito quando forem encontradas de cinco a sete lagartas pequenas por planta. Para a obtenção do Baculovírus erinnyis pode ser realizada a maceração de lagartas infectadas na lavoura – as que apresentam-se descoradas, com perda dos movimentos e da capacidade alimentar, encontrando-se dependuradas nos pecíolos das folhas.

Para o preparo da “calda”, onde haverá a presença do Baculovírus erinnyis, deve-se utilizar apenas as lagartas recém-mortas. Deve-se esmagar bem as lagartas infectadas, juntando um pouco de água para soltar o vírus; coar tudo em um pano limpo ou passar em peneira fina, para não entupir o bico do pulverizador; o líquido obtido (coado) estará pronto para ser usado. Em cada 200 litros de água, colocar duas colheres de sopa (20 ml) do líquido coado, quantidade para aplicação em um hectare de mandioca. A orientação é que a “calda” deverá ser aplicada no final da tarde. (Fonte de consulta: Embrapa – Sistemas de Produção)

Ascom.

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